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Jesus está em todo o Antigo Testamento

novembro 15, 2012 4 comentários

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”(João 5:39)

Desde o princípio da Bíblia a vida de Jesus é anunciada “desfaçadamente” nas entrelinhas. Toda a obra do Filho está na história de pessoas que Deus selecionou. Isso aponta para o nosso Messias num nível muito mais profundo do que podemos imaginar. A Palavra de Deus possui uma densidade profética exuberante. O Eterno fez de Jesus o ator principal da grande história de Deus na Terra.

Adão

O primeiro homem de todos e gerador da humanidade. Adão era como um filho de Deus e elegido para ser o cabeça da criação da terra. Por ter comido o fruto proibido houve um decaimento espiritual muito acentuado em Adão e toda a sua descendência, isto é, a raça humana (Gênesis 3). O primeiro pecado foi uma herança espiritual que instigou o homem a se apartar de Deus (Romanos 5:12);

  • Jesus é o cabeça de toda a Criação e tudo foi feito para ele e por ele, e ele é e o princípio de todas as coisas (Romanos 11:36). Nosso Mestre é o segundo Adão que veio para reparar a herança maldita da queda do primeiro Adão através da expiação do seu sangue na Cruz (1 Coríntios 15:45) e a sua obra de mediação entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5 ).

Enoque

Andou com Deus e foi tão íntimo d’Ele que foi arrebatado para o Céu(Gênesis 5:24);

  • Jesus veio do Céu e é quem mais conhece o Pai (Mateus 11:27). Após ter ressuscitado, Cristo ascendeu aos Céus vivo e em carne (Marcos 16:19) para a sua antiga glória ao lado do Senhor (João 17:5). A grande diferença entre a ascensão de Jesus e a de Enoque é que este foi arrebatado por Deus, porém Jesus se arrebatou. Em João 3:13 Jesus disse que ninguém jamais subiu ao Céu, a não ser ele mesmo. A palavra que Cristo utiliza no grego é “anabaiano”, que significa subir com as suas próprias forças.

Noé

Deus o chamou para construir e se abrigar numa Arca e salvar a ele, sua casa e os animais da destruição das águas do Dilúvio que sobreveio em toda a Terra por causa dos pecados das pessoas (Gênesis 8:15);

  • Na segunda vinda de Cristo, ele virá para trazer juízo e salvar o remanescente dos que creram e confiaram em seu nome. Ele disse que será semelhante aos dias de Noé, onde foi repentino e ninguém no mundo aguardava tamanha catástrofe (Lucas 17:26);

Melquisedeque

Era ao mesmo tempo o rei e o principal sacerdote da cidade de Salém, que na verdade é a Jerusalém que conhecemos. Recebeu o dízimo de todos os dos bens do patriarca Abraão, o escolhido para gerar a nação de Israel, o qual fez uma aliança com ele com pão e vinho (Gênesis 14:18-20);

  • Jesus é tanto o Rei dos reis como o Sumo Sacerdote da Nova aliança (Apocalipse 19:16). Ele reinará na Nova Jerusalém, a cidade de Jerusalém celestial que descerá a Terra (Apocalipse 21:2), para sempre. Jesus anunciou que a sua morte deve ser lembrada com o pão e o vinho, para representar a sua carne o seu sangue derramado na Cruz por todos (Mateus 14:22). O apóstolo Paulo fala sobre Melquisedeque representar a Cristo (Hebreus 7)

Abraão

Deus fez uma aliança com ele e sua descendência para que eles fossem seu povo particular na Terra (Gênesis 17:2). Um dia o Senhor testou a sua confiança e lealdade fazendo-o subir a um monte e ver se ele teria coragem de sacrificar a seu único filho (Gênesis 22);

  • O Pai Celestial ofereceu a Jesus em sacrifício pelos pecados dos homens (João 3:16). As pessoas só se achegam a Deus através da aliança do sangue de Cristo. Seu povo não vem de aliança de descendência de sangue terreno, como foi com Abraão, mas a todos os fiéis que recebem a Jesus em seus corações (João 1:13).

Isaque

Abraão ordena a seu servo e braço direito Eliezer, que governava tudo o que ele possuía, para que vá buscar uma esposa ao seu único filho, Isaque, na região de seus pais. Eliezer pede um sinal ao Senhor e é revelado miraculosamente Rebeca. Ela e sua família se alegram e a noiva é trazida para o seu noivo enquanto ele meditava no campo (Gênesis 24).

  • Jesus é chamado de Noivo da Igreja, o povo eleito de Deus (Mateus 25, Lucas 5:34, João 3:29). Abraão representa o Pai, Eleazer, o Espírito Santo dado para se mover na Terra no lugar de Cristo (João 14:16), e o filho Isaque seria Jesus. Quando o Espírito Santo arrebatar a Igreja para o Céu ao encontro do Noivo, será realizada a grande festa celestial do Casamento e das Bodas do Cordeiro, preparada pelo Pai (Apocalipse 19:7).

José

O pai de José o amava mais do que a todos os outros filhos por tê-lo gerado na velhice. Até mesmo sua túnica colorida era diferenciada da dos demais (Gênesis 37:3). Esse carinho causava uma fervente inveja nos meios-irmãos (Gênesis 37:4);

  • Jesus é o Filho preferido do Pai Celestial por ser o primeiro, legítimo e viveu com ele eternamente (João 1). Quando ele se revelava aqui na Terra, o modo grandioso de como Deus operava através do Messias era motivo de furor dos fariseus e sacerdotes (Mateus 27:18);

José teve um sonho profético que anunciava que a sua família iria se inclinar a seus pés (Gênesis 37:8). Essa promessa era por demais exagerada aos olhos dos seus irmãos, para piorar o ardor de ira deles (Gênesis 37:9-11);

  • A aparência exterior simples e humilde de Jesus tornava o seu verdadeiro valor fácil de ser subestimado aos olhos altivos. Quando a identidade de Cristo como o Filho de Deus era revelada, havendo conformidade com a Palavra (veja o estudo Quem é Jesus), os religiosos achavam isso uma intragável blasfêmia (João 8:58);

José foi preso e vendido pelos irmãos como escravo para o Egito por trinta moedas de prata (Gênesis 37:26-28). Mentiram para o seu pai a respeito da história, dizendo que ele foi morto (Gênesis 37:31-33);

  • Os sacerdotes e fariseus prenderam a Jesus e o crucificaram por trinta moedas de prata. Depois da sua ressureição mentiram para todo o povo sobre o seu ressurgimento testemunhado pelos mesmos guardas que eles designaram para guardarem o sepulcro (Mateus 28:15).

José prosperou na casa do faraó e este o entregou para tomar conta de tudo o que tinha em suas mãos (Gênesis 39:4). A esposa do faraó seduzia-o para se deitar com ele, porém José sempre recusava decisivamente (Gênesis 39:8,9). Frustrada, ela acabou mentindo acusando-o de tê-la forçado para um estupro (Gênesis 39:10-19).

  • Embora o Senhor não se regalasse de riquezas materiais, enquanto ele operava milagres, multidões vinham e sua fama se espalhava rapidamente (Mateus 1:28, 14:1) a ponto de muitos terem desejado fazê-lo rei sobre si (João 6:15). Enquanto recebia tão grande assédio público, seu coração não se envaideceu.  Ele não confiava nos homens (João 2:25) e não atentava para as coisas terrenas. Cristo foi tentado de todas as formas para se contaminar com o pecado e o próprio satanás aparecia a ele para corrompê-lo por, pelo menos, várias vezes (Mateus 4). Ele venceu essas provações e conseguiu ser o único homem sem pecado, desde o seu nascimento, que viveu na Terra (Romanos 3:23-24).

Por esta falsa acusação José foi lançado no cárcere do faraó. No entanto, mesmo ali o Senhor o abençoou. O carcereiro-mor o entregou todos os presos em suas mãos. José interpreta o sonho de dois homens companheiros e eles se cumprem. Um é visto como condenado e, o outro, liberto da prisão (Gênesis 40).

  • Jesus também morreu por falsas acusações (Mateus 26:60). Por algum período de sua morte ele desceu até as profundezas da Terra (Efésios 4:9). A Bíblia diz que mesmo morto as suas obras ainda estavam em curso. No coração da Terra, havia de um lado o Paraíso ou Ceio de Abraão e, do outro, separado por um grande abismo, o Inferno ou Ades (Lucas 16:26). Ele tomou a chave da morte e do inferno das mãos de satanás (Apocalipse 1:18) e pregou para os espíritos em prisão que não tiveram chance que conhecer a Verdade (1 Pedro 3:19). Como os servos do faraó, podemos inferir que parte dessa multidão de almas foi remida e parte foi rejeitada pelo Senhor.

Depois de muitos anos o faraó se perturba por causa de pesadelos persistentes que havia um significado. Buscam-se os sábios e adivinhadores do Egito para que o discirna. José é chamado pelo seu dom de interpretação de sonho na presença do faraó. Ele revela tudo isso representa uma mensagem divina informando que haverá sete anos de fartura e sete anos de seca na terra. O moço ainda se adianta com uma estratégia para criar uma poupança de grãos que pode salvar as pessoas nos tempos carência. O líder do Egito se maravilha com ele e o elege como o segundo homem de maior autoridade de seu povo e principal encarregado dessa grande missão. Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.” (Gênesis 41).

  • Depois da ressureição de Cristo, ele é exaltado por Deus e a ele é dado um “nome que está acima de todo o nome para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho que está no Céu, na terra e debaixo da terra” (Filipenses 2:9). Jesus recebe todo o poder e autoridade e ele se assenta a direita de Deus Pai (Mateus 28:18, Atos 2:33).  

Conforme o sonho, os tempos de escassez vieram e a fome se instalou numa região vasta na terra. Tanto os egípcios como muitos povos vizinhos eram dependentes das mãos José para comprarem dos grãos estocados nos armazéns ao longo dos anos. Ao final do tempo de sequidão, José ainda possuía grãos, todavia o Egito não tinha mais dinheiro para comprar comida. Para não morrerem de fome, o povo se rendeu a ele a tal ponto que entregaram as suas próprias em arrendamento. Assim, todos os bens do Egito foram reunidos a José, o segundo no governo. (Gênesis 41-42)

  • Assim como José era menor em autoridade que o faraó, Jesus é menor do que o Pai (João 14:28), no entanto, tudo foi entregue nas mãos do nosso Messias (João 3:35). Ele é o “Caminho, a Verdade e a Vida” e sem ele, ninguém vai ao Pai (João 14:6). Faraó deu a José o anel do seu próprio dedo, que quer dizer a sua autoridade. O Pai delegou toda a autoridade para o seu Filho (Mateus 28:18). Não há outro nome que possa ser invocado para a salvação eterna (Atos 4:12). A Bíblia diz que não podemos fazer nada sem Jesus (João 15:5), que tudo o que pedirmos em seu nome receberemos (João 14:13) e sem ele morreremos em nossos pecados (João 8:24). O Pai o elegeu para trazer “vida, e vida com abundância” (João 10:10), e quem rejeitar a Cristo rejeita ao Pai que o enviou (João 10:16). As dificuldades e os transtornos no mundo são formas de Deus fazer com que as pessoas se despertem para o seu Filho.        

A família de José é severamente afetada pela seca que se alastrou até a próspera Canaã. O pai Jacó encomenda dez de seus filhos ao Egito em busca de mantimento. Os rapazes chegam ao centro de distribuição dos grãos e, sem reconhecerem a José (por causa da sua aparência egípcia), se prostram perante ele, conforme o sonho. José se aproveita disso para testar o coração dos seus irmãos. Ele queria saber se verdadeiramente haviam se arrependido de tê-lo expulsado do seio do seu doce lar. Para tanto, utilizando um intérprete, acusa-os de serem espiões e, com questionamentos para apanhá-los em contradições, força-os a trazerem o irmão caçula Benjamin que mencionaram nesta entrevista.

Enquanto José, no seu disfarce, os apavorava com uma aparência severa e com duras acusações, deixava escapar que os amava, como: devolver o dinheiro dentro do saco na viajem de volta, repetidas vezes importar-se em saber como está Jacó e, voltando eles de Canaã, convidá-los a casa sua própria casa para um banquete, chorar escondido logo depois de ver Benjamin, ser cuidadoso em colocar o lugar da mesa de cada irmão em ordem de idade e, por último, dar uma porção para Benjamin cinco vezes maior que a dos outros.

A provação final é quando José, antes de despedi-los, esconde um copo de prata no saco de trigo de Benjamin. No caminho da estrada eles são surpreendidos e trazidos de volta. José diz que Benjamin deve ser escravo por causa deste crime. Os irmãos, angustiados, e se oferecem na frente de Benjamin, pois, dizem eles, um dentre eles é morto (José) e o pai Jacó não iria resistir a mais um grave luto.

Vendo a sinceridade do coração deles, e como pareciam arrependidos do mal que fizeram a José, este levanta uma voz de choro. Todos se espantam muito e José diz: “Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito”. Ele explica que o que aconteceu consigo era um maravilhoso plano de Deus para que fosse salva a terra da sequidão inevitável através da sua governança. Ele separa a região de Gósen, o lugar mais fértil do Egito, para que toda a sua família viva em paz junto de si. (Gênesis 42-45)

  • Os judeus que rejeitaram a Jesus sofrem fome espiritual por não reconhecerem o seu Messias, o Pão da Vida que desceu do Céu (João 6:48). Manter-se-ão em aperto até o dia que voltarem para o seu Messias (Lucas 13:35). Como José compreendeu o motivo de Deus permitir as suas angústias, apesar de ser difícil de entender inicialmente, tamanho sofrimento com o Filho de Deus foi um plano do Eterno para salvar o mundo (João 3:16).Tal como José, Jesus é especialista em provar os corações para saber se verdadeiramente o amam. Ele não quer reinar com fingidores (1 Tessalonicenses 2:4, Apocalipse 3:10). Ao contemplar as desgraças presentes no mundo, parece que Deus é muito severo e insensível, mas o Espírito Santo chora pelas vidas (Romanos 8:26) assim como José chorava secretamente pelos seus irmãos. A motivação de Deus é boa, mas os nossos pecados nos afasta do seu amor (Salmos 24:3-4)). Os aprovados se tornarão dignos de receberem grandes galardões das mãos do Mestre. Cristo irá reservar a melhor parte do seu reino aos seus irmãos fiéis, pois receberemos mais honra do que os anjos.   

Moisés

Convocado pelo Senhor para ser o libertador de todo o povo da escravidão do Egito (Êxodo 3); o único que intercedia do Senhor às pessoas e falava com o Todo Poderoso face a face, “como quem fala a um amigo” (Êxodo 33:11);

  • Jesus é o Salvador que traz e vida eterna e liberta os homens da escravidão do pecado (João 8:34). Ele é o único advogado, intercessor e mediador entre Deus e a Criação (1 João 2:1); seu relacionamento com Deus é pleno e eles são Um (João 10:30, 17:11).

Jonas

O Senhor o ordena para que vá avisar o povo de Nínive a se arrependerem de seus pecados. Jonas foge da presença de Deus a outra terra por desejar que esta cidade seja ignorante do juízo divino a fim de que caiam em condenação por sua omissão. O profeta entra num navio de mercadores para a sua rebelde viagem. Em alto mar, enquanto ele dormia no interior do navio, uma tempestade devastadora surpreende a todos. Os tripulantes o acordam e interrogam a Jonas sobre quem ele era para que venham a detectar a fonte desta tragédia dos deuses. Jonas responde que a ira de Deus está sobre ele e que a solução seria que eles o lancem no mar. Relutantemente fazem isso e de imediato o temporal se amaina, sobrevindo um grande temor a todos. Se não fosse pouco, Deus ainda manda uma baleia engolir a Jonas. Dentro do peixe ele clama ao Senhor e, em três dias, o Altíssimo fala ao peixe para vomita-lo na praia. O profeta se arrepende de sua loucura e prega ao povo de Nínive que o Senhor desejava destruí-la em quarenta dias. Eles se humilham em panos de saco, cinza e jejum até que são perdoados da ira dos Céus. (livro de Jonas do AT)

  • Assim como Jonas, Jesus já dormiu no interior dum navio em profundo sono enquanto lá fora uma terrível tempestade assombrava a todos (Mateus 8:28). A tempestade de Jonas vinha de Deus para destruí-lo devido a sua desobediência. A de Cristo era satanás desejando matá-lo por causa de sua obediência a Deus. A tempestade de Jonas se acalmou quando este foi lançado por inteiro no mar. A de Cristo foi com sua palavra de repreensão à natureza. Jonas, um rebelde diante do Senhor, deveria ser lançado no mar para que todos os homens dali fossem salvos. A ira de Deus também foi lançada em Jesus, o Filho amado e obediente (Mateus 3:17), como expiação para que a humanidade inteira possa encontrar a salvação pelo seu precioso sangue. Jonas passou três dias e três noites no interior da baleia. Jesus disse que ele passaria três dias e três noites “no seio da terra” e que este seria o “sinal de Jonas” (Mateus 12:38-39). Depois que Jonas saiu da baleia, ele pregou a Nínive com grande ousadia, poder e unção. O Jesus ressurreto governa assentado à direita de Deus Pai (Lucas 22:69, Atos 7:55).

Elias

Um profeta que “habitava perante a face de Deus” (1 Reis 18:15) e que realizou grandes sinais até então inéditos no meio do povo de Israel, como: abriu o rio Jordão com a sua capa (2 Reis 2:8); ressuscitou um  garoto (1 Reis 17:21-23); profetizou sobre o céu, que só deveria chover com a sua palavra (1 Reis 17:1), tendo ocorrido três anos depois (1 Reis 18:44); 102 homens são consumidos por fogo do céu segundo o seu comando em dizer “se sou homem de Deus desça fogo do céu” (2 Reis 1:10), etc. No fim do seu ministério, Elias é arrebatado em vida para o Céu através de um carro e um cavalo de fogo (2 Reis 2:11), deixando a sua capa ou manto para seu discípulo, Eliseu, o qual recebe a porção dobrada da unção do seu mentor como o seu último pedido (2 Reis 2:9-10).

  • Jesus também operou milagres como Elias, porém numa dimensão bem maior em todos os sentidos. O ministério deste profeta com a sua ousadia, sinais e intimidade com o Altíssimo prefigurava o caráter de Cristo no meio da Terra. Antes de subir ao Céu, ele deixou o seu manto. Isso significa a sua unção (eleição de autoridade espiritual) para Eliseu. Jesus fez a mesma coisa para conosco. Ele disse que, se crêssemos, faríamos obras maiores do que ele fez, porque ele iria deixar a Terra para subir ao Pai (João 14:12). Cristo nos fez seus embaixadores do seu Reino (2 Coríntios 5:20).

Há muitos outros exemplos que apontam para o Mestre. Se eu fosso falar de tudo, não caberia aqui.

A Bíblia diz que Jesus é a Palavra de Deus:

“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.” (Apocalipse 19:11-13)

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:1-3)

A palavra é um instrumento de comunicação. Então podemos dizer que Jesus é a Palavra de Deus pois Cristo, a “expressa imagem” de Deus (Hebreus 1:3), é a Comunicação de Deus para a Criação.  Vejam novamente o que Cristo diz:

“Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.” (João 14:8-10)

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