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Maria, mãe de Jesus, aos olhos das Escrituras

setembro 27, 2011 8 comentários

Sem dúvida é uma pessoa formidável e que possui lugar de honra na história de Deus na terra. Foi escolhida pelo Senhor pra ser a mãe de Cristo, o Filho de Deus! Muitas vezes as pessoas ficam confusas com relação a identidade de Maria. Devemos orar por ela ou somente por Jesus? Ela é nossa mãe ou irmã em Cristo no Reino do Pai? Ela tem atributos divinos ou foi tão carente de ser lavada pelo sangue de Cristo como nós somos? O que posso responder a estas pessoas é que elas precisam mergulhar na Palavra de Deus para descobrirem por si mesmas quem é esta mulher. Por ignorância nas Escrituras, nossa salvação eterna pode ser comprometida pelo fato de que a forte tradição e religiosidade poderem criar uma imagem paralela à verdade estabelecida nos testemunhos bíblicos.

O relacionamento descrito entre de José e Maria

Na história relatada, José, o noivo, fica sabendo que Maria estava grávida de Jesus antes de se casarem .Por pensar que ela havia desandado com outro, ele resolve deixá-la, sem estardalhaço, para não causar transtorno e macular a dignidade da mulher. No caminho da fuga, José adormece no deserto. Vem um sonho com revelação divina para ele fornecendo o esclarecimento do mal entendido, sabendo agora do que sua noiva havia tentado lhe dizer: o filho nasceu do Espírito Santo (Lucas 1:35). Em Mateus 1:24 diz: “E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher. Aqui, tanto o ato de José se comportar desta maneira na decisão de fugir, quanto o que disse sobre Maria ser recebida como sua mulher (posteriormente) encaixa-se contextualmente como uma relação para ser um casal comum. Se Maria tivesse que ser apenas uma companheira de amizade, José não deveria se decepcionar tanto por supor um estupro ou adultério. Ele pensaria assim: “Foi mesmo? Um anjo apareceu e tudo mais…? Uau!”. O caso foi mais ou menos assim: “Nossa, minha prometida engravidou! Estou triste! Seja por qual quer que seja o motivo, não diga mais nada. Vou embora e interrompo nosso noivado em paz”.

Em Mateus 1:25 diz: “E não a conheceu [José a Maria intimamente] até que deu à luz seu filho, o primogênito[do casal]; e pôs-lhe por nome Jesus”. A expressão idiomática hebraica escolhida para “conhecer” é igual a coabitar e procriar (veja Gênesis 4:1,17,25,19:5 e 1Samuel 1:19). Diz que José não teve relações sexuais durante a gravidez, mas após Jesus ter nascido, sim, tiveram. Além disso, quem questiona o termo “conhecer” daqui, pensando que o sentido correto é de andar junto, é só verificar que José já estava na manjedoura com Maria sozinhos (e casados) antes de Cristo ter nascido (Lucas 2:4-7). José já andava junto com Maria por pelo menos vários meses.  Não disse: “E José nunca conheceu a Maria, mesmo até ela ter dado a luz ao menino”. E sim que José respeitou aquela gravidez de Maria, não tendo relações com ela naquele período, mas, a partir daí, seriam um casal normal, saudável e honrado como qualquer outro. Se isso não for suficiente, podemos notar ainda que no final do versículo citado, tem uma importante anexação afirmando que Jesus era o primogênito de José e Maria; é o primeiro dos filhos. Se fosse único filho, inescapavelmente o termo seria “unigênito”.

Jesus diz que João, seu discípulo, era sim filho de Maria

Sempre que aparece no livro de João o termo: “o discípulo a quem Jesus amava”, este autor está referindo a si mesmo, o próprio João (confira em João 13:23, 19:26, 20:2 e 21:20)

Agora olha que esclarecimento facílimo:

E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava [João] estava presente, disse [Jesus] a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho [apontando para João]. Depois disse ao discípulo [para João]: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo [João] a recebeu em sua casa [João ficou encarregado de cuidar e consolar ela, sua mamãezinha!]. (João 19:25-27)

Se isso ainda sim parecer confuso de entender, veja ainda muito mais abaixo!

Evidências de que Tiago também era filho de Maria, mãe de Jesus

“[dizendo sobre Jesus]Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?” (Mateus 13:55)

Também existe menção desta mesma Maria, mãe de Tiago,que é supostamente mãe de Jesus, em: Mateus 27:56, Marcos 6:3, Marcos 15:40 e 16:1 e Lucas 24:10.

Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos. (Lucas 24:10)

Não posso deixar de mencionar o ossuário deste Tiago que foi encontrado, e está inscrito: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Sabemos que se Tiago é mesmo irmão de Jesus, então Maria teria de o ter engravidado, pois reforçaria o versículo acima.

(fonte: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL1056535-9982,00-MARIA+PROVAVELMENTE+TEVE+OUTROS+FILHOS+ALEM+DE+JESUS+DIZEM+HISTORIADORES.html )

O próprio Jesus define com sua boca o lugar de sua mãe

Um texto extraído da Bíblia em Mateus 12:46 (também há em Lucas 8:19 um semelhante): “E, falando ele [Jesus] ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.

Neste texto, Jesus estava pregando no meio do povo e discípulos. Ocorre que a sua família (Maria e irmãos) o estavam aguardando do lado de fora para tratar de algo que deveria ser importante. Jesus, ocupado demais para sair imediatamente, ainda com a multidão ao seu redor, vira-se para aqueles que o rodeava afirmando que sua mãe e seus irmãos (ou seja, a família, exceto o Pai) são todos aqueles que fazem a vontade do seu Pai, que é Deus. Então, qualquer pessoa, que agrade o Criador, pode querer, se quiser, considere-se íntimo dele tal como uma mãe ou irmão(a) de Jesus Cristo. Sua família verdadeira não procede de ligações da carne, mas espiritual, e depende unicamente do Pai!!!

Outro texto em Lucas 11:27: “E aconteceu que, dizendo ele [Jesus] estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes [mais abençoado do que Maria] bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” No versículo acima, Jesus pretende dizer a mesma coisa que no outro. Para ele é até irrelevante a honra trazida para qualquer um com sua ligação sanguínea terrena (seja mãe, irmã ou irmã, tanto faz) perto da aliança de fidelidade de algum justo com o Pai Celestial. Quem agradar a Deus (espiritual) está agradando mais do que aquela que o deu a luz (terreno). Ser parente sanguíneo, ainda que seja de mãe, não é exatamente agradar a Deus, e são dimensões bem diferentes!

Maria chama Jesus de seu Senhor, Salvador, Santo, Poderoso, Misericordioso

Pelo negrito dos dois versículos, vemos este entendimento de Maria claramente através interposição dos termos:

Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus.(Lucas 1:35)

Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador; porque atentou na condição humilde de sua serva. Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas; e Santo é o seu nome. E a sua misericórdia [a misericórdia do Santo sobre ela, que é Jesus ou a Trindade] vai de geração em geração sobre os que o temem. Com o seu braço manifestou poder; dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seus corações; depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. Aos famintos encheu de bens, e vazios despediu os ricos. Auxiliou a Isabel, seu servo, lembrando-se de misericórdia (como falou a nossos pais) para com Abraão e a sua descendência para sempre. (Lucas 1:46-55)

Ela entendia que Jesus, Deus encarnado, foi agraciador de escolher a ela para esta missão.

Jesus tem um relacionamento exclusivo e grandioso com o Pai que Maria não desfruta

Vejam bem o que Jesus disse:

“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho quiser revelar.” (Mateus 11:27)

Todas as coisas foram entregues (por Deus) nas mãos de Jesus. Deus não disse que ele entregou nas mãos de Maria, mas do seu Filho.

Outra coisa espantosa é que Jesus diz que ninguém conhece o Pai a não ser ele! Isso é impressionante porque quer dizer que apenas Jesus entende exatamente e com precisão máxima  a natureza do Pai celestial. E mais: o Pai só pode ser revelado através de Jesus. Ninguém mais pode revelar o Pai a não ser o Cordeiro de Deus, porque foi dado a ele este glorioso poder.

Descobrindo-nos o mistério da sua vontade [do Pai], segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a convergir em Cristo todas as coisas [tudo leva a Jesus!],(…) (Efésios 1:9-10)

“Este [Jesus Cristo] é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas [inclusive Maria, José, anjos e por aí vai], nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” (Colossenses 1:15-20)

Dentre toda a humanidade, apenas Jesus foi Santo e absolutamente Justo

Eu poderia citar centenas de versículos para indicar isto, mas o estudo ficaria imenso. Fica os seguintes:

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus [ninguém foi 100% reto]; sendo justificados gratuitamente pela sua graça [apenas a Graça salva], mediante a redenção que há em Cristo Jesus [o único puro], ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus. (Romanos 3:23-26)

o apóstolo Paulo comenta que o único homem justo foi Jesus, e que ninguém pode ser salvo sem Ele:

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus [diz que nenhum homem pôde cumprir a Lei de Moisés]. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença  [como ninguém consegue ser perfeito, então somente pela fé no sangue de Jesus salva a humanidade].  (Romanos 3:10-22)

Mãe de Jesus como homem, e não Jesus como Deus

Jesus era tanto homem quanto Deus (ver estudo Quem é Jesus Cristo). A Bíblia diz que Ele teve que se diminuir para se tornar homem (Filipenses 2:7). Isso quer dizer que para vir ao mundo, Jesus teve que ficar pequeninho como nós! Ele só coube no ventre de uma mulher por que foi através do maravilhoso poder do Espírito Santo (Lucas 1:35). Maria não tinha algum atributo divino para ser capaz de realizar tal proeza, pois foi o próprio Deus quem fez tudinho. Ela apenas se entregou, como serva (Lucas 1:38)! Jesus sempre existiu ao lado do Pai Celestial (ver estudo Quem é Jesus Cristo), enquanto Maria foi criada por meio de Adão, a quem o próprio Filho de Deus moldou com as suas mãos! De diversos ângulos, é inconcebível partilhar as qualidades de autoridade, posição e glória de Jesus para Maria. 

Conclusão

Maria é uma benção! Como ela mesma diz, foi uma serva de Deus e continua sendo. Tenho certeza de que a própria Maria não se agrada de que as pessoas ignorem entender quem ela era através das lentes da Palavra de Deus, em vez de, indo com a multidão, serem apascentados por tradições religiosas.

Nem mesmo visões espirituais experimentadas por nós mesmos devem ser aceitas caso elas possam contradizer consigo mesmas, isto é,  com as Escrituras a quem essas mesmas visões são obrigadas a se reportar para serem consistentes:

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”  (Gálatas 1:8)

Portanto, se um “anjo do Céu” aparecer para nós com outro evangelho, usemos o nosso conhecimento da autoridade de Cristo para nos defender.

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